#eles não, #você sim

Esse texto é para você, que de alguma forma está envolvido(a) emocionalmente nessa eleição.

Direto ou indiretamente, não importa.

Nos últimos dias, recebi algumas mensagens pedindo para que eu me posicionasse politicamente.

A minha posição é clara: você sim, eles não.

Eu pouco me importo, de verdade, pelo seu voto.

Eu me importo em conquistar a felicidade.

Eu me importo em viver de forma leve, simples, divertida e equilibrada.

Sem virar hippie, mas encarando o mundo de frente, exatamente como ele é.

Eu me importo em conectar mundos.

Interno e externo.

Material e espiritual.

Despertar da consciência e desenvolvimento tecnológico.

Corpo e mente.

Feminino e Masculino.

Essência e Ego.

Mente e coração.

Eu acredito, de corpo, mente e alma, que a figura de um político é incrivelmente irrelevante perto do impacto que cada alma humana é capaz de gerar.

Eu acredito no poder do trabalho de formiguinha: que pequenos atos ordinários, juntos, formam feitos extraordinários.

Um dia após o outro. Com atitude, entrega e amor.

Não entra na minha mente que o medo de candidato X ou Y ganhar possa influenciar isso de qualquer forma.

O meu papel não é ser um “blogueiro formador de opinião”.

O meu papel não é escrever textão viral.

O meu papel não é mostrar que “precisamos nos posicionar, e candidato X ou Y está engajado com meus valores por que blá blá blá.”

O meu papel é dar um bug na sua mente.

O meu papel é escrever e fazer você questionar tudo, até você perceber uma realidade que está além da doença da mente coletiva.

O meu papel é dar uma tela azul no seu sistema, ao ponto de você não saber mais o que é “você”, ou mesmo um “quadrado vermelho”.

O meu papel é despertar o seu ser para entender, de corpo, mente e alma que nenhum político é a solução para o Brasil ou para o mundo.

O meu papel é fazer você enxergar que tudo que você mais ridiculariza, julga, mete pau no candidato X ou Y está dentro de você.

O meu papel é fazer você enxergar quão hipócrita você é.

Não é um papel fácil, confesso.

Porque para fazer você enxergar tudo isso, eu primeiro preciso enxergar em mim.

Não é um processo gostoso, lindo, maravilhoso ou cheio de flores.

É sim maravilhoso, ao mesmo tempo em que é doloroso.

Mas é real. É humano.

Nosso país está nessa “guerra fria” pois ninguém consegue ver além do seu próprio umbigo.

Ninguém consegue dar um “zoom out” e observar a sua “mea culpa” no processo.

Só sabemos apontar o dedo para o externo, por que morremos de medo do interno.

É ingênuo demais (e até um pouco irresponsável), se posicionar politicamente a favor de X ou Y e não fazer o trabalho sujo do amadurecimento em virtudes e valores.

É ingênuo demais achar que o bom funcionamento do país depende de uma única pessoa.

A situação está crítica porque temos pessoas operando em um baixíssimo nível de consciência na política, nas urnas, nas ruas e dentro de nossas próprias casas.

Dentro do nosso próprio corpo.

Seres, que se dizem “pensantes”, que se dizem “humanos”, que não fazem idéia de como operar seu próprio sistema, que deixam seu lado perverso ganhar.

Agindo a partir do medo, fazendo macaquice, desde a hora que despertam até a hora em que vão dormir.

Enquanto escrevo isso a você, estou em uma cozinha com um perfume delicioso caramelado, ao som de mantras, com a nossa produção artesanal de Ghee.

Isso tudo aconteceu por que em algum momento eu decidi ser o senhor da minha realidade.

Eu decidi ser o hacker da minha própria vida.

Eu decidi que o medo não iria mais ter vez no meu coração.

É fácil? Claro que não.

Agir a partir do amor requer sentir dor.

A mesma que eu sinto agora, em todo o meu ser, enquanto escrevo a você.

O coração aperta, o macaquinho aqui dentro grita.

Ele não está acostumado com esse sentimento novo.

Mas eu decidi que vou reprogramar ele.

Custe o que custar, ainda nessa vida.

De forma leve, simples, divertida e equilibrada.

E durante essa jornada, eu quero que você esteja ao meu lado.

Eu quero te mostrar que eu também não tenho a verdade absoluta.

Eu estou viajando, junto com outros astronautas.

Estamos aprendendo mais e mais sobre nossos macaquinhos todos os dias.

Eu quero aprender tudo que outros macaquinhos estão passando e aplicar ao meu. Ao mesmo tempo em que quero compartilhar tudo que passo com o meu macaquinho. (que às vezes mais parece um gorila, segundo a Patrícia Albanez, astronauta da turma #4)

Eu só quero que você saiba, do fundo do meu coração, que amanhã será mais um dia ordinário.

Mas se você encarar ele de frente, com amor, ele vai se somar a vários outros e juntos formarão algo extraordinário.

E quero que você saiba, que não importa se você votou em X ou Y. 

Você é extremamente bem vindo(a) ao Hack Life, em todo o seu ser.

Você é o motivo pelo qual o Hack Life existe.

Seja junto aos mais de 800 astronautas, que já fazem parte de nossos cursos, ou seja acompanhando a sextaFilosofal ou o Hack Life Cast.

Seguimos a jornada, com atitude, entrega e amor. 

Que isso é o que realmente importa.
👊🙏♥️

Renato Stefani